Já aqui não vinha escrever há muito tempo....na verdade não tenho tido oportunidade, mas isso vai mudar!
Hoje o tema da minha missiva centra-se na rebaldaria que anda a reinar na OA.
No passado dia 23 de Janeiro fui ao I Encontro Nacional dos Jovens Advogados. Como cheguei atrasada ao inicio dos trabalhos (perdi-me em Cascais....) não pude ouvir in loco a intervenção do Presidente do CD de Lisboa da OA, que pelos vistos ficou agastado pelo facto dos advogados estagiários não terem sido convidados para o encontro.
Ora, eu não entendo muito bem esta linha de pensamento....
Eu ainda me lembro de ser estagiária, não foi assim há tanto tempo quanto isso, e não me recordo de termos sido alvo de piedade por parte dos altos cargos da OA, como acontece hoje em dia.
Eu, quando era estagiária, o que achava mais devastador , era ter que ser avaliada (para ser admitida na OA) por colegas que mais não tinham que a mesma formação que eu.
Ora isso é que era (e continua a ser) uma vergonha! Porque os licenciados em direito, vão para a ordem, pagam uma inscrição e prestam provas perante pessoas que se limitavam a ser também licenciados em direito e que por sua vez e na sua maioria, não tinham tido que prestar provas a ninguém. E contra isto ninguém falava, nem fala!
Agora que os advogados estagiários têm que se fazer acompanhar do seu patrono para todas as tarefas, e têm que consultar a base de dados legal da OA através da Área Reservada do Patrono é um Ai Jesus.
Acho que se anda a exagerar um bocadinho, essas questões não são assim tão pertinentes...
Mas se assim se considerarem, eu pergunto: essa base de dados é gratuita? A OA paga alguma coisa por ela? Se sim com o dinheiro de quem?
A resposta deve ser óbvia: a base de dados custa dinheiro, a OA paga por ela e paga-a com o dinheiro das quotas dos advogados.
Se por ser advogada ( e consequentemente pagar quotas) não tenho nenhum direito, agradecia que pudesse também deixar ter os deveres, principalmente o de pagar quotas.
Até ao meu regresso!